Fazer compras nos supermercados do Recife
está pesando mais no bolso do consumidor. Uma pesquisa revela que a
cesta básica na capital teve o maior aumento de preço do Brasil. Nem a
farinha escapou da alta: está três vezes mais cara. O quilo, que era R$
2,50, hoje sai por R$ 6.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o principal medidor da
inflação no País. O percentual acumulado na capital pernambucana em um
ano - de junho de 2012 a junho de 2013 - foi de 7,8%. Já a cesta básica,
subiu 28% no mesmo período. De acordo com o Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi a maior elevação
verificada em todo o Brasil.
Nos mercados da cidade, é fácil achar consumidores reclamando dos
preços. Um quilo de queijo coalho, por exemplo, era R$ 16 e agora sai
por R$ 20 no Mercado de Casa Amarela, na Zona Norte. Já o quilo de
feijão carioquinha, que era R$ 4,50, está por R$ 6,90. O comerciante
Fábio Lima vende carne há 30 anos no local e diz que o produto não para
de subir. “Venho recebendo carne sempre com um aumento no preço”, disse.
Nas prateleiras dos supermercados, cesta básica mais barata custa R$
33,67; com alguns itens a mais sai por R$ 58,21. O economista José
Fernandes Menezes citou fatores que contribuem para a arrancada dos
preços: quebra da safra, seca, alta demanda, sazonalidade dos produtos e
importação de outros estados.
O aposentado Márcio Giufrida mora em Santos, no Litoral de São Paulo, e
vem passar férias no Recife. Ele achou tudo uma fortuna. “Carnes de
primeira, como contra-filé e alcatra, nós compramos lá por R$ 11,90 a
peça toda e aqui encontrei até por R$ 25 o quilo”, comentou.
O governo federal reduziu para zero os impostos PIS/Pasep e Cofins, que
incidiam sobre os itens da cesta básica. A ideia de desonerar é para
tentar baixar o preço dos produtos. “É uma medida positiva você rever as
taxas de impostos, no entanto, resta saber se a demanda desses produtos
tende a se manter. Se a oferta cai, o preço aumenta. Então, é preciso
outros componentes para completar essa política econômica”, explicou o
economista.Por G1 Pernambuco.

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