
Os deputados da Assembleia Legislativa de Pernambuco vão entregar um
abaixo-assinado ao Ministério da Integração Nacional e à presidente
Dilma Rousseff demonstrando insatisfação sobre a redução do Canal do
Sertão. A decisão foi tomada nesta quarta (13), em audiência pública da
Comissão Especial de Acompanhamento às Medidas de Enfrentamento à Seca e
Obras Estruturadoras do Semiárido. O encontro reuniu vários
parlamentares, oito prefeitos do Sertão do Araripe, vereadores e outras
autoridades ligadas ao tema.
O presidente do grupo, deputado Raimundo Pimentel, do PSB, afirmou que o
projeto original previa que 100 mil hectares do Sertão pernambucano
fossem atendidos pela obra. No entanto, a medida sofreu alterações e a
área beneficiada no Estado será somente de 30 mil hectares. Pimentel
ressaltou a mudança que retira a benfeitoria de quase todos os
municípios do Sertão do Araripe. O parlamentar ainda disse que se a
obra já tivesse sido executada, a sociedade não estaria assistindo à
morte do gado e ao desespero dos produtores sertanejos com a estiagem. A
audiência não teve participação de representante do Ministério da
Integração Nacional.
Marcelo Teixeira, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São
Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão ligado ao Ministério da
Integração, relatou que o presidente da entidade, Elmo Vaz Bastos de
Matos, informou que teria todo o interesse em participar da audiência,
mas não ficou sabendo do encontro. Raimundo Pimentel rebateu alegando
que o Ministério confirmou representante na reunião e, inclusive, a
presença de funcionário da empresa responsável pela construção do Canal
do Sertão.
O secretário estadual de Agricultura e Reforma Agrária, Aldo dos Santos,
destacou que é preciso pensar nos sistemas de irrigação do Sertão de
forma integrada, entendendo a complexidade do processo no São Francisco e
no Araripe. Aldo ressaltou a existência de um novo projeto, que integra
a discussão sobre a própria transposição do Rio São Francisco. Segundo
ele, o papel do Governo do Estado, já que se trata de obra federal, é
discutir com o Ministério da Integração, a Codevasf e todos os segmentos
do Araripe. (Assistência de Comunicação/Alepe)
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